FIM DE CICLO COM SERENIDADE: Dina Aguiar fala sobre saída da RTP e deixa reflexão sobre o jornalismo atual

Depois de décadas ligadas à televisão pública, Dina Aguiar vive agora uma nova fase da vida — mais tranquila, mas não menos consciente. A jornalista, que recentemente se casou com o médico Fernando Girão, falou abertamente sobre a sua saída da RTP e surpreendeu pela forma leve e positiva como encara este momento.
Longe de qualquer drama ou mágoa, Dina descreve a despedida como algo natural e até reconfortante. “Foi um mimo bom”, resumiu, numa frase que traduz a forma serena com que encerra um longo percurso profissional. Para quem acompanhou a sua carreira, marcada por presença, rigor e proximidade, esta saída foi também sentida com carinho por colegas e espectadores.
Mesmo em fase de transição, a ligação à RTP ainda não está totalmente encerrada. A própria jornalista revelou, com humor, que continua oficialmente ligada à estação até março, o que lhe permite ainda participar em momentos de convívio com antigos colegas. Um desses momentos aconteceu recentemente, num jantar promovido pela casa do pessoal da RTP, onde reforçou a importância destas ligações que perduram para além do trabalho.

Quanto ao futuro, Dina Aguiar não define planos rígidos. Prefere deixar espaço para o que possa surgir, sem pressão. Ainda assim, deixa claro que a atividade continua a ser importante — não apenas a nível profissional, mas também para o bem-estar físico e mental. Para já, quer aproveitar o tempo, viver com mais liberdade e sem a exigência constante que marcou a sua carreira.
Mas nem tudo é leveza na sua reflexão.
Ao olhar para o estado atual do jornalismo, Dina assume algum distanciamento. Confessa que já não se revê totalmente na forma como a profissão evoluiu nos últimos anos, sugerindo que há mudanças com as quais não se identifica. Uma opinião que, embora discreta, revela uma visão crítica sobre o rumo da informação nos dias de hoje.

Entre um percurso que deixa marca e uma nova etapa que começa com tranquilidade, Dina Aguiar mostra que sair não significa desaparecer — significa, muitas vezes, ganhar uma nova perspetiva sobre tudo o que ficou para trás.