André Ventura defende Cristiano Ronaldo após encontro do jogador com Donald Trump, criticando duramente a reação da esquerda portuguesa. Ventura acusa a oposição de cancelar vozes críticas e lembra que aceitar convites oficiais não diminui a integridade de ninguém, defendendo o capitão como símbolo nacional intocável.

Em uma entrevista explosiva, Ventura expressou sua revolta contra a “cultura do cancelamento” que, segundo ele, tenta diminuir figuras públicas por simples discordâncias políticas. Cristiano Ronaldo, ao aceitar um convite de Trump, foi alvo de ataques injustificados, destaca Ventura, que insiste que o atleta merece respeito por tudo que representa ao país.
O líder do partido Chega afirmou que a tentativa de deslegitimar Ronaldo é sintomática de um país polarizado, onde ser criticado por posições divergentes virou norma. Ventura apela à reflexão sobre a importância de respeitar indivíduos que representam Portugal internacionalmente, independentemente de suas alianças políticas.
Ventura também traçou paralelos históricos para reforçar seu ponto. Lembrou que presidentes portugueses como Marcelo Rebelo de Sousa visitaram ditadores sem o mesmo nivel de críticas, destacando uma hipocrisia política que tenta silenciar vozes que saem da narrativa dominante.
Este posicionamento ocorre em meio ao panorama eleitoral tenso, onde Ventura reafirma sua candidatura presidencial prometendo defender Portugal com bravura e sem concessões a quem, segundo ele, tenta minar a soberania nacional e a dignidade dos portugueses.
Sobre as relações diplomáticas com Angola, Ventura criticou a postura do atual presidente angolano, que acusou Portugal de escravagismo e opressão. Para Ventura, a resposta adequada seria firmeza e firme defesa do país, rejeitando passivamente acusações que afetam a honra nacional.
Ele defendeu que o presidente português deveria ter adotado postura mais enérgica durante o discurso em Luanda, ressaltando que a história portuguesa e o legado dos ex-combatentes não podem ser manchados ou colocados à venda em nome de relações diplomáticas.

Ventura destacou que a pobreza em Angola é consequência da corrupção interna e não da herança colonial portuguesa, desafiando a visão predominante que tenta transferir a responsabilidade histórica para Portugal. Essa narrativa, segundo ele, é usada para justificar pedidos de indenizações que considera injustos.
Confirmando seu compromisso político, Ventura declarou que, se eleito presidente, honrará o mandato sem frustrações, prometendo liderar com coragem e enfrentando o sistema político que, na sua visão, bloqueia a verdadeira mudança em Portugal.
O candidato lamentou a aliança tradicional entre PS e PSD, que, segundo ele, impede o Chega de governar mesmo com forte apoio popular, o que considerou uma estratégia para manter o status quo e frear qualquer transformação significativa no país.
Ventura explicou que a luta política do Chega não é apenas para chegar ao governo, mas para mudar profundamente o sistema que, na sua perspectiva, está comprometido com interesses contrários ao povo português, e que só uma vitória absoluta nas eleições poderá garantir isso.

A possível presidência de Ventura representaria, para ele, a única forma de romper a inércia política atual, já que, ao contrário do cargo de primeiro-ministro, o presidente da República não pode ser bloqueado por alianças partidárias tradicionais.
Ao concluir, destacou que seu compromisso é com a defesa da nação, da verdade histórica e da soberania nacional, prometendo enfrentar qualquer adversidade para colocar Portugal em primeiro lugar, sem medo de críticas ou pressões políticas.
Este posicionamento vigoroso de André Ventura promete aumentar ainda mais o debate político nacional, colocando em evidência temas sensíveis como identidade, história e poder, em um momento decisivo para o futuro do país e sua representação internacional.