Nuno Ribeiro emociona ao recordar Sara Carreira — “Ainda hoje parece que não aconteceu…”

Há memórias que o tempo não apaga… e há perdas que continuam difíceis de aceitar, mesmo anos depois. Foi com essa emoção à flor da pele que Nuno Ribeiro recordou Sara Carreira, numa entrevista intensa e carregada de sentimento.
O artista esteve no programa Alta Definição, à conversa com Daniel Oliveira, onde abriu o coração sobre a relação que tinha com Sara e o impacto profundo da sua perda.
Sara Carreira morreu a 5 de dezembro de 2020, vítima de um acidente de viação — uma notícia que chocou o país e deixou um vazio enorme no meio artístico e junto de quem a conhecia de perto.
Para Nuno Ribeiro, o momento continua difícil de compreender.
“É uma sensação muito irreal… Ainda hoje parece que não aconteceu”, confessou, revelando que, na altura, teve dificuldade em acreditar no que estava a acontecer. O cantor contou que, ao saber da notícia, tentou entrar em contacto com Sara — numa reação quase instintiva, como se tudo não passasse de um erro.
Mas não era.
E talvez por isso, a dor tenha sido ainda mais difícil de processar.

O artista admitiu que nunca chegou verdadeiramente a enfrentar esse sentimento de perda de forma consciente, como se uma parte de si ainda recusasse aceitar a realidade. “Acho que nunca me dei sequer a esse sentimento de que aquilo aconteceu”, partilhou, mostrando como o luto pode assumir formas silenciosas e prolongadas.
A ligação entre os dois ia além da amizade.
Nuno Ribeiro e Sara Carreira trabalharam juntos e partilharam momentos importantes no início das suas carreiras. No programa, o cantor prestou uma homenagem especial ao interpretar o primeiro tema que fizeram em conjunto — um momento carregado de simbolismo e emoção.

Mais do que palavras, foi a música que falou.
A entrevista acabou por se transformar num retrato sensível da forma como a perda pode marcar profundamente — não apenas no momento em que acontece, mas ao longo do tempo, em silêncio.
“A vida é injusta”, disse Nuno, resumindo num sentimento aquilo que muitos continuam a sentir.
E talvez seja isso que torna tudo ainda mais difícil: a sensação de que há histórias que terminam cedo demais… mas que continuam a viver na memória de quem fica.