Meses depois de uma perda que abalou uma família inteira, a história volta a ganhar contornos dramáticos — e na mesma zona onde tudo mudou.

Graça Ribeiro Telles, filha de João Palha Ribeiro Telles, viu-se novamente envolvida num acidente rodoviário, desta vez no centro de Coruche. O episódio aconteceu quando a carrinha familiar, conduzida por João Vicente Caldeira, colidiu com um motociclo numa zona já marcada por memórias difíceis.
Apesar do impacto, Graça não sofreu ferimentos — mas, segundo versões mais emocionais que circulam entre quem acompanhou o caso, o verdadeiro choque não foi físico… foi psicológico. A simples coincidência do local e das circunstâncias trouxe de volta tudo aquilo que a família ainda tenta superar.
Os ocupantes do motociclo foram assistidos pelos Bombeiros Municipais de Coruche e transportados para o Hospital Distrital de Santarém com ferimentos ligeiros, tendo entretanto tido alta. Ainda assim, o episódio reacendeu um sentimento que muitos descrevem como “impossível de apagar”.

Porque esta história não começou agora.
Tudo remonta ao dia 13 de novembro de 2024 — uma data que permanece marcada na memória da família Ribeiro Telles. Foi nesse dia que um despiste na Estrada Nacional 119 resultou numa tragédia devastadora: o pequeno Vicente, de apenas dois meses, perdeu a vida… e as quatro irmãs ficaram gravemente feridas.
Em versões mais intensas, há quem descreva aquele momento como o instante em que “o tempo parou” para a família.
Uma das gémeas, com apenas seis anos, ficou paraplégica e continua, até hoje, um longo processo de reabilitação — um símbolo vivo de resistência e superação no meio da dor.

Agora, com este novo incidente, muitos questionam: coincidência… ou mais um capítulo difícil numa história que ainda não teve tempo para cicatrizar?
Nos bastidores, fala-se de uma família que vive entre a memória e a esperança — tentando reconstruir-se enquanto enfrenta ecos constantes do passado.
E no centro de tudo está uma realidade impossível de ignorar:
Há feridas que não se veem… mas que continuam presentes, mesmo quando tudo parece já ter passado.
Ainda assim, entre sustos, perdas e recomeços, uma coisa permanece:
A força de continuar.